Não repara a bagunça.
“Eu sei o que é passar noites chorando, e no outro dia, passar uma maquiagem nos olhos, e sair de casa sorrindo, e fazer com que todos acreditassem que aquele sorriso me pertencia. Eu sei o que é chorar escondido, baixinho, pra ninguém ouvir. Eu sei como é sentir falta, como é gostar de alguém, e não ter o sentimento correspondido. Eu sei como é dizer “eu estou bem” e convencer as pessoas que está, quando por dentro, seu mundo está desmoronando. Eu sei como dói, eu sei como é você querer ser forte, e não conseguir. Eu sei como dói ouvir um “eu te amo”, e saber que ele não é verdadeiro, que é da boca pra fora. Eu sei como é você estar triste, e ninguém perceber. Eu sei como é as pessoas perguntarem como você está, sem realmente se importar com a resposta. Eu sei que por mais que tudo isso tenha me feito crescer, também me machucou demais por dentro, uma dor pior do que qualquer dor física, uma dor que não se passa com remedios, que só se passa com o tempo. Eu sei como é tentar desistir, e não conseguir.Eu sei como é “esquecer” até o próximo “oi”. Eu sei como é chorar até dormir todas as noites. Como é abraçar o travesseiro, e imaginar uma pessoa que eu sei que não estaria ali, uma pessoa que nem faria questão de estar ali. Eu sei como é ser lembrada apenas quando se precisava de alguma coisa. Eu sei como é ser segunda opção. Eu sei como ser trocada dói, e como ser esquecida dói mais ainda. E talvez seja por isso que eu tenha tanto medo de te perder, eu tenho medo de passar por tudo isso de novo.”